Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens

Histórias de Produtor - Zé Maria: empreendedor de sucesso em Pernambuco

Dono de tradicional pousada em Fernando de Noronha, o empresário e produtor rural investiu em hidroponia e é um dos nomes referenciais do segmento no Brasil.

Proprietário de tradicional pousada que leva seu apelido – que atrai turistas do Brasil e do mundo -, José Maria Coelho Sultanum, mais conhecido como Zé Maria, é um dos produtores hidropônicos de destaque no Brasil. Iniciou sua produção para abastecer o restaurante do empreendimento turístico e, hoje, tem unidades em outras cidades, em Pernambuco e na Paraíba, além da já instalada no arquipélago.
Zé Maria conta que optou pelo cultivo hidropônico há cerca de seis anos, quando sentiu a necessidade de ter uma melhor oferta de hortaliças para atender à demanda do restaurante da pousada. No início, encontrou algumas dificuldades que, aos poucos, foram superadas. Qualificar a mão de obra local, achar soluções nutritivas equilibradas para várias espécies e a qualidade ruim da água de Fernando de Noronha foram os principais obstáculos.  As primeiras espécies cultivadas foram alfaces crespa, lisa e americana; rúcula, hortelã e manjericão. “Produzíamos aproximadamente 800 maços por mês”, lembra.
A produção expandiu-se e, atualmente, não se restringe ao arquipélago - se estende a outros locais no continente.
Ao todo, são quatro unidades: a de Fernando de Noronha, duas em Paratibe, em Pernambuco, e uma no município de Pedras de Fogo, na Paraíba. A pimenta malagueta, cultivada em diversas variedades, é um dos itens de destaque. Mas há muito mais: “São oito tipos de alfaces, várias folhosas e vários tipos de frutos: tomates, berinjelas, pimentões... Trinta e oito itens, no total, e estamos produzindo mais de 150 mil maços e mais de 20 toneladas de frutos”, diz.
Os produtos cultivados em Fernando de Noronha são destinados à pousada, a um supermercado local (que também é de propriedade de Zé Maria) e a clientes no arquipélago. Já a colheita no continente é comercializada em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A perspectiva de crescimento é ótima: até o final do ano, segundo Zé Maria, a produção deve ser incrementada em 35%.
Zé Maria considera que o cultivo hidropônico propicia uma série de benefícios para produtores e consumidores. Produtos com mais qualidade e sanidade, humanização da produção e a versatilidade são alguns deles. “O cultivo pode ser feito em vários tipos de ambiente, se adaptando à falta de espaço e pode ser realizado em terras próximas aos grandes centros consumidores”, observa.

Produtor defende mobilização do segmento

Zé Maria critica a falta de apoio governamental à hidroponia no Brasil, mas ressalta que é necessário que os agentes (produtores, fornecedores, consultores técnicos) se mobilizem para que o segmento avance e conquiste certificação e respaldo oficial. “Primeiro, acho que temos que assumir parte da culpa, pela falta de atuação e articulação de nosso segmento. Entendo que ainda não conseguimos enxergar a verdadeira importância atual e futura da hidroponia no Brasil. Portanto, precisamos nos articular para que o governo desperte (para o fato de) que a hidroponia é o futuro da agricultura, principalmente de hortaliças”, argumenta.
Ele propõe, também, o contato com lideranças políticas para defender os interesses do segmento.  “Precisamos contatar todos nossos políticos conhecidos de Brasília para fazer uma frente de trabalho. Mas isso só se faz com respaldo técnico, coragem política e, principalmente, união”, avisa.
Zé Maria também destaca a necessidade de organização e colaboração para que se possa dimensionar a hidroponia em nosso país, que ainda carece de dados estatísticos que revelem seu perfil e tamanho. “Gostaria muito de saber. Pois andei visitando vários lugares no Brasil e notei que ainda tem muita gente com medo de divulgar números. Também encontrei muita gente boa e receptiva. Sugiro que todos façam o que eu acabei de fazer. Não precisa ser publicamente, mas pode ser para nossa associação ou para nossos técnicos, tipo Jorge Barcelos, Pedro Furlani, Wéber Velho, Liliane Teixeira, Glaucio Genuncio e outros que dignificam a hidroponia no Brasil”, afirma.


23/04/2013
Tag :

Cultivo de alimentos hidropônicos cresce, mas ainda não é regulamentado.

KARINA NINNI - O Estado de S.Paulo
O cultivo de hidropônicos é responsável pela constância do abastecimento de hortaliças, como alface, agrião e rúcula, na mesa dos brasileiros. Estima-se que responda por algo entre 35% e 40% do fornecimento de folhas no País. Mas o Brasil, que tem desde janeiro deste ano uma legislação específica para os orgânicos, ainda não possui regulamentação para os hidropônicos.
"Não existem leis para o cultivo de hidropônicos. Há recomendações tecnológicas e de produção - e alguma fiscalização do uso de defensivos agrícolas feita por amostragem, assim como ocorre no cultivo convencional", diz Antônio Bliska Junior, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que trabalha com hidroponia desde a década de 1990.
O pesquisador Luis Felipe Villani, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), atesta. "O Ministério da Agricultura tem portarias gerais sobre contaminação biológica e por defensivos, mas nada exclusivamente sobre hidropônicos." De acordo com ele, não existe muita diferença entre os cultivos hidropônico e convencional. "Em ambos pode haver deficiência de manejo."
O chefe da divisão de agricultura conservacionista do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Maurício Carvalho, admite a lacuna. "Não existe regulação específica para esse processo produtivo no Brasil, mas há o entendimento de que a água utilizada para o cultivo não deve ser descartada em rios e cursos d'água, por exemplo."
No último encontro brasileiro de hidroponia, realizado em setembro em Florianópolis (SC), os produtores - estimados em cerca de 10 mil no País - discutiram a criação de um selo de certificação, como já existe para os alimentos orgânicos. "Eles querem dar mais visibilidade aos hidropônicos e deixar claras as diferenças para o cultivo tradicional e os orgânicos", afirma Romério José de Andrade, agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ligada ao Ministério da Agricultura.
A falta de lei específica não é exclusividade do Brasil. Na Costa Rica há um movimento entre produtores de hidropônicos para a elaboração de normas sul-americanas. "Como a América Central começa a servir de horta para o mercado americano, eles têm essa preocupação, pois vão ter de atestar qualidade na hora de exportar", diz Bliska Junior.

Vantagens. Para os produtores, uma das vantagens do cultivo de hidropônicos é a possibilidade de produzir mais alimentos em uma área menor.
Hideo Kuramoto, de Itapecerica da Serra (SP), um dos 4 mil produtores de hidropônicos do Estado de São Paulo, deixou o sistema tradicional em 2000. De acordo com ele, o manejo do sistema é mais difícil. Ele conta que em dias quentes, por exemplo, é complicado manter a água na temperatura adequada. Mas o desafio compensa. Em 27 mil metros quadrados de estufa, ele produz o que conseguia em 300 mil metros quadrados de terreno. "Colho mais rápido, reduzi de 40 para 27 o número de funcionários e não preciso usar tratores nem remover ervas daninhas", relata o produtor.

Fonte: www.estadao.com.br
11/11/2011
Tag :

Hidropônicos Buriti: Tecnologia à serviço da agricultura

Empresário monta agronegócio urbano que produz 20 mil pés de alface por mês.

Acadêmico do curso de Administração Rural da Uninorte, Carlos D’Agostini hoje administra 30 estufas com 130 metros quadrados cada, nas quais cultiva alfaces crespa e americana, salsa, cebolinha, agrião, rúcula, couve, hortelã e jambu em sistema hidropônico.

A hidroponia é a técnica agrícola de cultivar verduras e frutas em canaletas por onde escorre a água através da qual são fornecidos os principais nutrientes de que necessitam para se desenvolver.

O carro-chefe da empresa, que hoje oferece mais de 20 empregos permanentes e está contratando mais dez pessoas, é a produção de alface, mas nem sempre foi assim, como recorda Carlos, que começou a vida como office-boy, depois metalúrgico, dono de lanchonete e de padaria até vir parar no Acre, há 15 anos, para trabalhar com madeira.

“O negócio da madeira foi ficando cada dia mais complicado, então resolvi buscar uma alternativa de negócio e me mudei para Humaitá, no Amazonas, a fim de produzir soja na savana, mas o Ibama impediu o BID de financiar as plantações que estávamos começando a abrir naquela região, então o negócio morreu antes de começar”, recorda.

Mas a viagem não foi de todo perdida, já que lá conheceu um engenheiro agrônomo chamado Neymer, que já havia trabalhado na Tailândia, Coréia e Projeto Jari, no Pará, onde havia mantido contato com a hidroponia e apontava vantagens dela com relação à agricultura tradicional com as verduras e frutas plantadas na terra.

“Eu continuava com minhas máquinas, mas não queria voltar a trabalhar com madeira. Retornei para o Acre e decidi trabalhar com a recuperação de pastagens, mas também não deu muito certo. Enquanto isso, fui estudando tudo o que conseguia sobre a hidroponia, fiz cursos na Universidade de Campinas e no Instituto Agronômico de Campinas. Só então me senti preparado para encarar esse novo negócio.”

Ele manteve o negócio do aluguel e empreitadas com seus tratores e motoniveladoras.enquanto montava e colocava para funcionar o negócio da hidroponia. “Nos primeiros dois anos tive muito problema com o ataque de fungos e bactérias, que tinham seu desenvolvimento estimulado pela umidade e altas temperaturas da região. Minha despesa era o dobro do previsto e a produção mal atingia um quinto do esperado. Era prejuízo em cima de prejuízo.”

Diante dessa situação, no terceiro ano Carlos decidiu abandonar o negócio, mas não conseguiu vender a infra-estrutura montada para ninguém. “Só não quebrei porque decidi fazer um novo investimento num aparelho que esteriliza água com raios de luz ultravioleta. Só assim consegui controlar a bactéria que fazia apodrecer minha plantação. Mas ela está aí no ambiente e de vez em quando surge um foco que a gente tem de combater rapidamente antes que se espalhe.”

A alface crespa que se vêem nos supermercados e mercearias de Rio Branco são o carro-chefe de sua produção. “Precisei insistir três anos para conseguir colocar a alface americana nos pratos do Acre. As pessoas não conheciam nem experimentavam, agora tem gente que só come dela.”

A Hidropônicos Buriti também produz agrião hidropônico, mas ainda está tendo dificuldade para conseguir garantir a regularidade e escala na produção de agrião, rúcula, cebolinha, salsinha, coentro, hortelã e couve.

Cada tempo um contratempo

“Cada planta exige um cuidado diferente no seu manejo, mas até descobrir qual é o jeito certo, a gente apanha bastante. Regra geral é que no inverno a produção é maior, mas aumenta o ataque dos fungos por causa da combinação de calor e umidade. No verão o problema está no ataque das pragas de lagartas, besouros e outros, que vem comer a plantação.

Apesar da dor de cabeça inicial, ele está construindo 16 novos galpões para ampliar a plantação e substituir aqueles que já estão desgastados pelo uso. “ O investimento na hidroponia é muito alto. Gasta-se pelo menos 8 mil reais por galpão e são necessários pelo menos nove galpões para que eles se auto-sustentem e dêem lucro, do contrário o negócio se torna antieconômico”, declara.

Um pé atrás

Mas Carlos D’Agostini aprendeu com a vida que nunca se deve apostar tudo num único negócio, por isso mantém uma criação de gado e uma distribuidora de alimentos que fornece mais de 200 itens a casas comerciais da capital e do interior.

“Meu forte não é fazer, mas administrar os negócios. Para isso desenho estratégias de ação, crio organogramas de funcionamento, então contrato pessoas, digo o que quero e cobro resultados. Daí por diante a gente vai se acertando. Quem não se afina cai fora do sistema”, diz.

Acreditando que o estudo e o treinamento são componentes importantes para dar sustentabilidade aos negócios, ele esclarece: “Meu tino para os negócios ficou ainda mais objetivo depois que fiz vários cursos de gestão empresarial pelo IEL/Sebrae, além da oficina do empreendedor, aprender a empreender e o Empretec, todos pelo Sebrae”.

Colocando a teoria em prática, além dele contratou Artêmis, seu supervisor de vendas, e Lorena, secretária geral do escritório, dois cargos de importância estratégica para garantir o bom funcionamento dos negócios.

Treinamentos que também está estendendo aos 20 empregados que trabalham na horta, já que acaba de construir uma sala especial para a realização de cursos e palestras que vão profissionaliza-los em hidroponia. “Acredito na qualificação permanente e essa é a filosofia da empresa, estamos inclusive bancando 15% do custo das mensalidades dos cursos de nossos funcionários que passaram no vestibular. Dois deles fazem administração e um, agronomia”.

A empresa hoje fornece verduras para toda Rio Branco, além de Cruzeiro do Sul, Xapuri, Acrelândia, Brasiléia e até para Cobija na Bolívia. “Está na hora de investirmos em novos produtos e em ampliar nosso fornecimento para o interior.”

Mas nem tudo é alegria. Embora a horta esteja localizada na quadra 6, casa 9, do conjunto Xavier Maia e goze de isenções do governo do Estado e da União, inclusive da Eletroacre, como empresa rural, o Saerb teima em cobrar seu abastecimento de água como se fosse comercial. “Por causa disso estou pagando a água a um preço muito alto. É preciso entender que eu reutilizo a mesma água por um período superior a 30 dias e ela só volta ao meio ambiente depois de ter sido purificada. O preço cobrado pelo Saerb está encarecendo muito a produção e pode comprometer a sobrevivência de nosso negócio”, admite.

Fonte: Jornal Página 20
09/10/2011
Tag :

Blogger templates

Salada de Dia de Feira

Labels

Vistantes

- Copyright © Hidropônicos Buriti -Metrominimalist- Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -